Dizem que o na valsa,
dizem que o dinheiro na valsa
entre os meus amigos e teus
Entre os meus amigos e teus
Mas ok, são só flores
Às vezes bem sabe Deus
Nem todos somos judeus
Nem todos somos judeus
E o dinheiro fala os nobres
E o dinheiro fala os nobres
E com certas artimanhas
Até se esquecem que são pobres
Mas isto eu sei, nos cobres
Mas isto eu sei, nos cobres
Oh, que tu não me mintas
E oh, que tu não me mintas
Eles mostram -me notas
E não passam dos filintras
Tu cantas mas não me fintas
Tu cantas mas não me fintas
e não digas mal por dizer
Não digas mal por dizer
Há gente que hoje não tem nem
mas amanhã podem ter
Eu não te estou a entender
Eu não te estou a entender
E olha os teus companheiros
E olha os teus companheiros,
eles querem pagar tudo,
mas não passam dos caroteios.
Já aqui estamos em dinheiros,
já aqui estamos em dinheiros,
concordo que há gente
estranha.
Concordo que há gente estranha
Porque há muitos que só pensam
naquilo que a gente ganha
Viva Portugal, Es panha!
Viva Portugal, Espanha!
Sem desviar a fronteira
Sem desviar a fronteira,
quem sabe que também tenho
um malandro à minha beira.
Não penses dessa maneira,
não penses dessa maneira,
por eu contigo cantar.
Por eu contigo cantar,
não te fico a beber nada,
pois eu no fim vou pagar.
Nada estou a refiar,
nada estou a refiar,
e estou bem a compreen
der.
Melandro que paga a ma landro,
nada lhe fi ca a
de ver.
Malandro que pagava, Malandro,
nada lhe ficava a ver...