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Perto do céu chords by Pedro Abrunhosa

  • Am

  • Dm

  • Gm

    3
  • E

  • G#dim

    6
  • Bb

  • G

Intro 1
Am
Dm
Am
Dm
Am
Verse 1
Am
Dm
Am
Dm
Am
Enquan
Dm
Gm
Am
Dm
E
Dm
Am
Dm
E
Dm
Am
Dm
E
G#dim
Am
Dm
E
G#dim
to
Am
Dm
E
G#dim
Gm
Am
Dm
Am
eu te escrevo,
Dm
Am
Dm
Saravejo morre len ta
Am
Dm
Uma morte amordaçada
Am
No si lêncio dos tiros
Dm
Am
E na paz da granada.
A noite acoita o metralhar
Dm
Am
Será homem ou fera
Este triste uivar?
Posso ver as avenidas,
Coloridas, presentes,
Dm
Am
Hoje sombras despidas
Do passado distante.
A vez do vizinho
Gm
Que hoje foi a enterrar,
Sozinho, claro, que morrer é ficar.
Dm
Gm
Os amantes ali estão
Dm
Gm
Abraça dos no asfalto
Am
Bb
Dm
Am
G
Am
Dm
Am
Onde as balas lá do al to
Dm
Am
Dm
Am
Dm
Am
Gm
Am
Dm
Gm
Am
Dm
Os apanharam à traição,
Am
No coração, que é o sítio ideal
Para quem mata a paixão,
Dm
Que amar é fatal.

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Verse 2
+ perto do céu Anjo d'alma azul
Gm
Am
+ perto do céu
Verse 3
+ longe que o sul.
Dm
Ca lor, já não há,
Am
Só se for o da mortalha
Que é o lençol que me agasalha
Dm
Am
E a ca ma onde me deito
Dm
Am
E me en rolo sobre o peito,
Recordando o céu azul,
Dm
E quer a norte quer a sul
Am
Dm
A liberdade de fugir.
Gm
Ficar a resistir,
Am
Morrer, nem pensar,
Dm
Que a coragem de aqui estar,
E
Am
Como ontem em Guernica,
É a vontade de quem fica.
Gm
Vazia a dispensa
É pior a indiferença.
Auschwitz ou Buchenwald
Am
Bb
Que afinal foram debalde,
Dm
Porque as câmaras de gás
Gm
Não ficaram para trás
Am
Estão aqui à minha frente.
Dm
Am
Eu só quero estar presente
Dm
Gm
De novo em Nurembrega,
Am
Porque um povo não se verga.
Refrão
Verse 4
Dm
Por isso aqui estou
E
Dm
Com arma sem munição,
Am
Carne para canhão
Para contar toda a verdade...
Dm
... e liberdade.
Gm
Am
E no futuro, nem sequer se vão lembrar
Dm
Gm
Que tudo dói, mesmo Tolstoi
Am
Lido à luz da curta vela.
Saravejo donzela
Dm
Tantas vezes violada,
Gm
Am
Sempre só, abandonada.
Dm
Tudo o que tenho
Gm
Am
É o empenho de quem sonha.
Dm
O silêncio é vergonha,
Arma mortal, punhal
Gm
Am
Que mata e maltrata
Escondido, sem ruído,
Dm
Am
Tantas vezes repetido,
Gm
Am
E penetra no meu corpo,
Que deixa morto
Pelas costas...
Dm
Sem resposta.
Am
Agora é de vez.
Gm
Am
Faz fri o no inferno deste Inverno.
Dm
Cada bomba é uma sombra
Am
de indiferença.
Verse 5
Crença que tem que mudar.
Dm
Am
Há que gritar e mostrar
Gm
Ao mundo os mortos
Que o mundo ignora
E demora a perceber.
Bb
Gm
Uso a caneta
Bb
Que é a minha baioneta,
Am
País eterno
Gm
Que deixo no caderno
Dm
Gm
Tenho medo que me esqueças
E me peças para calar a voz,
Am
Mas não o faças,
Gm
Porque ontem foram ao outros
E hoje nós.
Dm
Refrão (2X)
Outro 1
Bb
Am
Dm
N/A
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