e três filhos lá do norte,
cansado de ver desgraça e morte,
na última seca que deu no sertão.
Cheguei por aqui tentando a sorte
Mais um sertanejo sem encino
Na cidade grande não tem condição
Até parece, Deus, que é destino
Trabalho se tem pro nordestino
É ser operário numa construção
Cansado de ver desgraça e morte
Na última seca que deu no sertão,
Cheguei por aqui tentando a sorte
Mais um sertanejo sem ensino
Na cidade grande não tem condição
Trabalho se tem pro nordes tino
É ser operário numa construção
pra não ver morte e desgraça
Sentindo o gosto do pó do sertão
E a morte agora é meu cotidiano
cansado de ver desgraça e morte,
na última seca que deu no sertão,
cheguei por aqui tentando a sorte,
Eu só queria criar dos meus meninos
Mais um sertanejo sem ensino
Na cidade grande não tem condição
Trabalho se tem pro nordestino
É ser operário numa construção
Pra não ver morte e desgraça
Sentido o gosto do pó do sertão
Hoje esse sangue que corre em meu corpo
E a morte agora é meu cotidiano na favela