so que estás no céu do sertão
Santificado quem vive sobre este chão
É sofrido, é vivido de solidão
Nas quebradas, nos tabuleiros
Só pensa que a vida está sem razão
Passa o vento, rede moinho
Que roda e acorda a desilusão
Passa o vento, rede moinho
Que roda e acorda a de silusão
O pão nosso de cada dia nos guia
Sertanejo planta a semente
Que a terra não pôde fazer brotar
Foi o amor que fez o homem
plantar nesta terra o perdão
Na poeira das caminheiras,
a marca de uma vida de arribação
Na poeira das caminheiras,
Perdoai o vaqueiro, meu senhor,
que ele sempre nas contas lhe perdoou
Na cá tem o caminho, a solução,
a lição, a ilusão, a conformação
o cavalo abalou, desembestou,
acabou minha vida de vaquejar.
santificado quem vive sobre este chão.
É sofrida de vi dro de solidão
Nas quebradas, nos tabuleiros
Só pensa que a vida está sem razão
Passa o vento, rede moinho
Que roda e acorda a desilusão
Passa o vento, rede moinho
Que roda e acorda a desilusão