A noite se espelhou num lagedo
Abri a porta, fui pro meio do terreiro
Ver o mundo estrondando, o trovão vadia
O posse de sol pra chegar
Que tristeza, já tem vaca no geral
só vou dormir quando chover
Ai, já é de madrugada, a noite nublada
Vem fecundar minha pobreza
Nas terras que eu planto,
Homem pobre como eu sa be esperar
Lutar pra depois escolher
Acorda, minha gente, meu povo
Tem de novo ale gria nas conversas do ar
A noite se espelhou no lajeiro,
Abri a porta, fui pro meio do terreiro,
ver o mundo estrondando, o trovão vadear
Ela ampliou o seca brava,
o posse do sol pra chegar
e tristeza já tem vaca no giral
só vou dormir quando chover
Que eu mando sem ter canto pra ficar
Chuva mata minha fome e minha sede
pra depois colher o seu feijão do chão