aquele samba que a gente fez.
sou lenha da tua fogueira,
sacode a poeira que eu vou me virar.
sou brilho da sua retina,
engordo de santo comida de Alguidá.
De réis, eu sou teu trocado
Seu lado ruim, difícil de admirar
Sou cheiro da tua cozinha
Sou erva da linha que nasce
Já fui pedra, fui vidraça
Mas com raça não fiquei no chão
O povo que grita nas ruas
Sou o samba com o brilho da lua,
o povo que grita nas ruas
Pa ra qual minha poeira eu vou me virar
Enrudo de santo, comida de Alguidão
Sou golpe do seu machado,
que regra eu sou seu trocado,
seu lado ruim de se admirar
Sou lobo de água marinha,
sou cheiro da sua cozinha,
Mas com raça não me queixam
Sou o samba com brilho da lua
O povo que grita nas ruas
Sou o samba com brilho da lua
O povo que grita nas ruas